Resumo em 1 minuto: endoprótese é uma "prótese-tubo" revestida, montada sobre uma malha metálica, usada para tratar aneurismas e dissecções da aorta por dentro do vaso — sem abrir o tórax ou o abdome. Ela é levada dobrada dentro de um cateter, em geral pela artéria da virilha, e aberta no ponto doente, criando um novo canal por onde o sangue passa e aliviando a pressão sobre a parede da aorta. Chama-se EVAR na aorta abdominal e TEVAR na torácica. A recuperação costuma ser mais rápida que a da cirurgia aberta, mas exige acompanhamento por imagem por toda a vida. A indicação é individualizada, conforme a anatomia.
É o reparo da aorta por via endovascular (por dentro do vaso, via cateter), com uma endoprótese que isola a área doente (aneurisma ou dissecção).
Como se avalia:
Aneurismas costumam ser silenciosos e achados em exames. Quando há sintomas:
Alerta – emergência: dor súbita e intensa "em rasgo" no peito/costas/abdome, desmaio ou queda de pressão — pode ser dissecção ou ruptura. Procure emergência imediatamente.
A escolha entre endoprótese e cirurgia aberta depende da anatomia (zonas de fixação, tortuosidade, diâmetro dos acessos), idade, comorbidades e experiência do centro. A endoprótese é atraente por ser menos invasiva; a cirurgia aberta pode ser preferível em anatomia desfavorável ou pacientes jovens. Aneurismas com indicação de reparo que não são tratados no momento certo têm risco de ruptura ou dissecção.
Dor abdominal/torácica nova ou intensa, desmaio, febre persistente, ou dor/frieza/palidez na perna do acesso — procure atendimento imediatamente.
Leve tomografias e exames prévios, lista de medicações (em especial anticoagulantes/antiplaquetários), alergias (incluindo a contraste) e histórico de doença renal. A equipe orienta o preparo.
Depende da anatomia e do seu perfil clínico — é uma decisão individualizada.
Pequenos vazamentos de sangue para o saco do aneurisma; por isso o acompanhamento por imagem é essencial.
Sim — o seguimento por imagem é parte do tratamento.
Em geral sim, comparada à cirurgia aberta, mas varia com cada caso.
Este conteúdo é educativo e não substitui a avaliação médica individual. Indicações, limiares e condutas variam por paciente e são definidos em consulta e por equipe multidisciplinar.