Resumo em 1 minuto: o forame oval é uma “portinha” natural entre os átrios que normalmente fecha após o nascimento. Em cerca de 1 em cada 4 adultos, ela permanece patente (aberta em forma de “túnel” com válvula). Na imensa maioria, o FOP não causa sintomas nem exige tratamento. Em casos selecionados, após um AVC isquêmico “criptogênico” (sem outra causa encontrada), o fechamento por cateter pode reduzir o risco de novos AVCs.
O forame oval patente (FOP) é uma comunicação valvulada no septo entre os átrios. Diferente de uma CIA (comunicação interatrial), o FOP é um túnel com uma “válvula” que só abre com aumentos transitórios de pressão no átrio direito (ex.: tossir, espirrar, fazer força).
Diagnóstico: feito pelo ecocardiograma, muitas vezes com microbolhas (soro agitado) para ver se há passagem de sangue direita → esquerda.
Sinais de alerta (emergência): sintomas de AVC (fraqueza em um lado, fala enrolada, assimetria facial, perda visual súbita) exigem pronto atendimento imediato.
Na maioria dos casos, não é necessário tratar. As opções dependem do contexto clínico:
Enxaqueca com aura: a oclusão do FOP não é tratamento padrão. Pode ser considerada apenas em situações muito específicas, após avaliação conjunta (neurologia/cardiologia) e falha de terapias convencionais.
Não. FOP é uma fenda valvulada e intermitente; CIA é um defeito anatômico aberto. As indicações de fechamento são diferentes.
Não. A maioria não precisa. O fechamento é considerado após um AVC/TIA criptogênico, em adultos selecionados, após investigação completa.
Não há recomendação de rotina para isso. Pode ajudar em poucos casos específicos; decisão é individual com a neurologia.
Em geral, sim. Para mergulho, converse com seu médico; em casos de problemas descompressivos, o fechamento pode ser discutido.
O FOP isolado raramente requer ação. Se houver história de trombose/AVC, a obstetrícia e a cardiologia definem prevenção personalizada (p. ex., heparina em alguns cenários).