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Marcapasso

Marcapasso: como é o implante e como é a vida depois

Por Dr. Ciro Reis · Cirurgião Cardiovascular · CRM-GO 19.158 · RQE 18.416

O marcapasso é um dispositivo que monitora o ritmo do coração e envia estímulos elétricos quando ele bate devagar demais ou falha. Para quem acabou de receber essa indicação, a palavra costuma assustar mais do que o procedimento em si. Este artigo explica quem precisa, como é feito o implante e o que realmente muda na rotina.

Quem precisa de marcapasso

As indicações mais comuns envolvem o coração batendo devagar demais ou de forma intermitente:

O que costuma levar ao diagnóstico é a combinação de sintomas com alterações no eletrocardiograma ou no Holter de 24 horas. Desmaio sem explicação em pessoa mais velha merece sempre investigação do ritmo cardíaco.

Como é o implante

O implante do marcapasso definitivo é feito em centro cirúrgico, normalmente com anestesia local associada a sedação, e não exige abrir o tórax nem parar o coração. O gerador, que é a parte que contém a bateria e o circuito, é alojado sob a pele, em geral abaixo da clavícula. Dele partem eletrodos finos que são conduzidos por uma veia até o interior do coração e posicionados sob visualização por raio-X.

O procedimento costuma durar de uma a duas horas e a internação em geral é curta. Como toda cirurgia, tem riscos, entre eles infecção, sangramento no local do gerador, deslocamento de eletrodo e, mais raramente, acúmulo de ar entre o pulmão e a parede do tórax. São complicações conhecidas e, na maior parte dos casos, manejáveis. O risco de não tratar uma bradicardia grave, com desmaios recorrentes, costuma ser bem maior.

As primeiras semanas

O cuidado principal é com o braço do lado em que o gerador foi implantado. Nas primeiras semanas, evite levantar esse braço acima da altura do ombro, carregar peso ou fazer movimentos bruscos, para que os eletrodos fiquem bem fixados. Mantenha o curativo conforme orientação e observe a ferida.

Procure atendimento se aparecer febre, vermelhidão que aumenta, saída de secreção ou dor crescente no local, e também se voltarem os desmaios, as tonturas ou surgirem soluços persistentes.

Como é a vida com marcapasso

Passada a fase inicial, a maioria das pessoas retoma a vida normal, e é comum relatarem melhora justamente naquilo que as levou ao implante: menos tontura, menos cansaço, fim dos desmaios. Alguns pontos práticos que quase todo mundo pergunta:

O acompanhamento periódico é parte do tratamento, não formalidade: é nele que a programação do dispositivo é ajustada e a bateria é monitorada. Leve sempre a carteirinha do marcapasso a qualquer consulta, exame ou cirurgia, inclusive dentária.

Avaliação em Goiânia

O Dr. Ciro Reis é cirurgião cardiovascular em Goiânia, com título de especialista pela SBCCV e pela AMB, e realiza implante de marcapasso definitivo com avaliação prévia completa e acompanhamento do dispositivo depois. Se você tem um eletrocardiograma ou um Holter que mostrou bloqueio ou bradicardia, leve o exame para a avaliação.

Fontes: Diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC); Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular (SBCCV); 2021 ESC Guidelines on cardiac pacing and cardiac resynchronization therapy. Conteúdo educativo, não substitui consulta médica. A compatibilidade com ressonância magnética e as restrições de atividade dependem do modelo implantado e devem ser confirmadas com a sua equipe.

Quer saber o que é indicado para o seu caso?

Nenhum artigo substitui uma avaliação. Agende com o Dr. Ciro Reis, em Goiânia, e saia com o diagnóstico explicado e as opções de tratamento na mesa.

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