O marcapasso é um dispositivo que monitora o ritmo do coração e envia estímulos elétricos quando ele bate devagar demais ou falha. Para quem acabou de receber essa indicação, a palavra costuma assustar mais do que o procedimento em si. Este artigo explica quem precisa, como é feito o implante e o que realmente muda na rotina.
Quem precisa de marcapasso
As indicações mais comuns envolvem o coração batendo devagar demais ou de forma intermitente:
- Bloqueio atrioventricular de grau avançado, quando o sinal elétrico não chega adequadamente do átrio ao ventrículo;
- Doença do nó sinusal, quando o marcapasso natural do coração falha;
- Bradicardia sintomática, isto é, batimento lento acompanhado de desmaios, quase desmaios, tontura, cansaço extremo ou falta de ar.
O que costuma levar ao diagnóstico é a combinação de sintomas com alterações no eletrocardiograma ou no Holter de 24 horas. Desmaio sem explicação em pessoa mais velha merece sempre investigação do ritmo cardíaco.
Como é o implante
O implante do marcapasso definitivo é feito em centro cirúrgico, normalmente com anestesia local associada a sedação, e não exige abrir o tórax nem parar o coração. O gerador, que é a parte que contém a bateria e o circuito, é alojado sob a pele, em geral abaixo da clavícula. Dele partem eletrodos finos que são conduzidos por uma veia até o interior do coração e posicionados sob visualização por raio-X.
O procedimento costuma durar de uma a duas horas e a internação em geral é curta. Como toda cirurgia, tem riscos, entre eles infecção, sangramento no local do gerador, deslocamento de eletrodo e, mais raramente, acúmulo de ar entre o pulmão e a parede do tórax. São complicações conhecidas e, na maior parte dos casos, manejáveis. O risco de não tratar uma bradicardia grave, com desmaios recorrentes, costuma ser bem maior.
As primeiras semanas
O cuidado principal é com o braço do lado em que o gerador foi implantado. Nas primeiras semanas, evite levantar esse braço acima da altura do ombro, carregar peso ou fazer movimentos bruscos, para que os eletrodos fiquem bem fixados. Mantenha o curativo conforme orientação e observe a ferida.
Procure atendimento se aparecer febre, vermelhidão que aumenta, saída de secreção ou dor crescente no local, e também se voltarem os desmaios, as tonturas ou surgirem soluços persistentes.
Como é a vida com marcapasso
Passada a fase inicial, a maioria das pessoas retoma a vida normal, e é comum relatarem melhora justamente naquilo que as levou ao implante: menos tontura, menos cansaço, fim dos desmaios. Alguns pontos práticos que quase todo mundo pergunta:
- Celular: pode usar. A recomendação usual é não deixar o aparelho no bolso sobre o gerador e usar preferencialmente no ouvido do lado oposto.
- Forno micro-ondas e eletrodomésticos: uso normal. Os dispositivos atuais são protegidos contra esse tipo de interferência.
- Antifurto de loja e detector de aeroporto: passe caminhando, sem parar nem se apoiar no portal. Leve sempre a carteirinha do dispositivo e apresente à segurança.
- Exames de imagem: avise sempre que tem marcapasso. Muitos modelos atuais são compatíveis com ressonância magnética sob condições específicas, mas isso precisa ser verificado no seu caso, com o modelo em mãos.
- Atividade física: em geral liberada após a fase inicial, com atenção a esportes de contato, que podem traumatizar o local do gerador.
- Bateria: tem duração de vários anos e é acompanhada nas revisões periódicas. Quando chega perto do fim, é feita a troca do gerador, um procedimento menor que o implante inicial, porque os eletrodos costumam ser reaproveitados.
O acompanhamento periódico é parte do tratamento, não formalidade: é nele que a programação do dispositivo é ajustada e a bateria é monitorada. Leve sempre a carteirinha do marcapasso a qualquer consulta, exame ou cirurgia, inclusive dentária.
Avaliação em Goiânia
O Dr. Ciro Reis é cirurgião cardiovascular em Goiânia, com título de especialista pela SBCCV e pela AMB, e realiza implante de marcapasso definitivo com avaliação prévia completa e acompanhamento do dispositivo depois. Se você tem um eletrocardiograma ou um Holter que mostrou bloqueio ou bradicardia, leve o exame para a avaliação.
Fontes: Diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC); Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular (SBCCV); 2021 ESC Guidelines on cardiac pacing and cardiac resynchronization therapy. Conteúdo educativo, não substitui consulta médica. A compatibilidade com ressonância magnética e as restrições de atividade dependem do modelo implantado e devem ser confirmadas com a sua equipe.
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Nenhum artigo substitui uma avaliação. Agende com o Dr. Ciro Reis, em Goiânia, e saia com o diagnóstico explicado e as opções de tratamento na mesa.
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