A aorta é a maior artéria do corpo: sai do coração e distribui o sangue para todo o organismo. Aneurisma é a dilatação permanente de um trecho dessa artéria, com enfraquecimento da parede. O problema é que ele costuma crescer sem dar sinal, e a maioria dos diagnósticos acontece por acaso, em um exame pedido por outro motivo.
Onde o aneurisma aparece
- Aorta torácica, incluindo a raiz da aorta, a aorta ascendente, o arco e a aorta descendente. Aneurismas nessa região têm relação frequente com válvula aórtica bicúspide e com doenças do tecido conjuntivo, como a síndrome de Marfan.
- Aorta abdominal, a localização mais comum. Os principais fatores de risco são idade avançada, tabagismo, hipertensão e história familiar, e é mais frequente em homens.
Sintomas e sinais de alerta
Na maior parte do tempo, o aneurisma não dá sintoma nenhum. Quando dá, pode aparecer como dor nas costas, no abdome ou no peito, sensação de massa pulsátil no abdome, rouquidão ou dificuldade para engolir, quando a dilatação comprime estruturas vizinhas.
A situação de emergência é outra: dor súbita, muito intensa, no peito ou nas costas, descrita como rasgando, às vezes acompanhada de desmaio, sudorese ou diferença de pulso entre os braços, pode indicar dissecção ou ruptura. Isso é emergência médica imediata, não é caso de agendar consulta. Ligue para o SAMU (192) ou vá ao pronto-socorro mais próximo.
O que define o momento de operar
Aneurisma pequeno em geral não é operado: é acompanhado. O seguimento é feito com exames de imagem periódicos, tomografia ou ressonância, além do controle rigoroso da pressão arterial e da suspensão do tabagismo, que é o fator isolado que mais acelera o crescimento.
A indicação cirúrgica leva em conta principalmente:
- o diâmetro do aneurisma, comparado com os limites de referência para cada segmento da aorta;
- a velocidade de crescimento entre um exame e outro;
- a presença de sintomas atribuíveis ao aneurisma;
- fatores individuais como doença do tecido conjuntivo, válvula aórtica bicúspide, história familiar e o seu tamanho corporal.
Por isso não existe um número único que sirva para todo mundo: dois pacientes com a mesma medida podem ter condutas diferentes. O que vale é a avaliação individual, com as imagens na mão.
Cirurgia aberta ou endoprótese
Correção aberta. O segmento doente da aorta é substituído por uma prótese de tecido sintético, costurada no lugar. É a técnica com maior histórico de durabilidade e continua sendo a escolha em muitas situações, especialmente em aneurismas da aorta ascendente e do arco, em pacientes mais jovens e em anatomias que não comportam endoprótese. Exige cirurgia de maior porte e recuperação mais longa.
Tratamento endovascular (endoprótese). Uma prótese autoexpansível é levada até o local por dentro dos vasos, em geral por punção ou pequena incisão na virilha, e se expande revestindo a parede doente por dentro. A agressão é menor e a recuperação costuma ser mais rápida, o que pesa em pacientes idosos ou de maior risco cirúrgico. Em contrapartida, exige anatomia adequada e acompanhamento por imagem por toda a vida, porque pode haver vazamento ao redor da prótese exigindo nova intervenção.
As duas técnicas são complementares, não concorrentes, e a escolha depende de onde está o aneurisma, de como é a sua anatomia e do seu risco cirúrgico. A avaliação normalmente exige uma angiotomografia com contraste, que permite medir a aorta com precisão e planejar a intervenção.
Avaliação em Goiânia
O Dr. Ciro Reis é cirurgião cardiovascular em Goiânia, com título de especialista pela SBCCV e pela AMB e fellowship em cirurgia cardiovascular transcateter pelo InCor/USP, atuando em correção aberta e em tratamento endovascular da aorta. Se um exame mostrou dilatação ou aneurisma da sua aorta, leve as imagens, e não apenas o laudo, para a avaliação: é a partir delas que se define entre acompanhar e operar.
Fontes: Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular (SBCCV); Diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC); 2024 ESC Guidelines for the management of peripheral arterial and aortic diseases; 2022 ACC/AHA Guideline for the Diagnosis and Management of Aortic Disease. Conteúdo educativo, não substitui consulta médica. Diâmetros de referência e condutas variam por segmento da aorta e por características individuais.
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Nenhum artigo substitui uma avaliação. Agende com o Dr. Ciro Reis, em Goiânia, e saia com o diagnóstico explicado e as opções de tratamento na mesa.
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