Resumo em 1 minuto: aneurisma é uma dilatação anormal da aorta (o “cano principal” do corpo). Pode ocorrer no tórax (aorta torácica) ou abdome (aorta abdominal). Geralmente não dá sintomas até ficar grande ou complicar.
O tratamento vai de acompanhamento rigoroso (controle da pressão e exames de imagem periódicos) até reparo por cateter (EVAR/TEVAR) ou cirurgia aberta, conforme tamanho, local, velocidade de crescimento e características do paciente. Decisão é individualizada por equipe multidisciplinar.
É o aumento do diâmetro da aorta acima do normal para aquela região do corpo.
Fatores de risco: idade, hipertensão, tabagismo, colesterol alto, história familiar, aterosclerose, e certas síndromes genéticas (p. ex., Marfan, Loeys-Dietz, Ehlers-Danlos), além de válvula aórtica bicúspide.
Como se diagnostica?
Na maioria das vezes, nenhum (descoberto em exames de rotina). Quando presentes:
Alerta – emergência: dor súbita, intensa, “em rasgo” no peito/costas/abdômen, desmaio, queda de pressão, falta de ar importante — pode ser dissecção ou ruptura. Procure emergência imediatamente.
A maioria cresce lentamente. O risco de complicações (dissecção/ruptura) aumenta com:
Sem o tratamento indicado no momento adequado, o aneurisma pode romper ou dissecar, situações de alto risco.
Acompanhamento clínico (aneurismas menores/estáveis):
Indicações comuns de reparo (podem variar por biotipo e condição clínica):
Técnicas de reparo (escolha depende de anatomia, idade, comorbidades e experiência do centro):
A melhor estratégia é definida por equipe de aorta (cirurgião cardiovascular/vascular, cardiologista, radiologista, anestesista, hemodinamicista) — caso a caso.
Não. Muitos são apenas vigiados com controle rigoroso da pressão e exames periódicos. Opera-se quando o benefíciosupera o risco (tamanho, crescimento, sintomas, genética).
Depende da anatomia e do perfil do paciente. Endovascular tem recuperação mais rápida, mas exige rastreamento vitalício e pode precisar de reintervenções. A cirurgia aberta é mais invasiva, porém muito durável.
Geralmente exercícios aeróbicos leves a moderados são encorajados. Evite picos de pressão (força máxima, prender a respiração). O plano é individual.
Não. Eles reduzem o risco (controlando pressão/colesterol, parando de fumar) e podem desacelerar o crescimento, mas não desfazem o aneurisma.
Sim. Em certas condições genéticas ou com história familiar de dissecção precoce, os limiares para reparar a aorta torácica costumam ser mais baixos. A decisão é personalizada.