Resumo em 1 minuto: é um orifício congênito entre os ventrículos que permite passagem de sangue de esquerda → direita, sobrecarregando pulmões e coração direito. CIVs pequenas costumam ser assintomáticas e muitas fecham sozinhas; CIVs moderadas /grandes podem causar falta de ar, infecções respiratórias, dificuldade para ganhar peso (em crianças) e, a longo prazo, hipertensão pulmonar. O tratamento vai de acompanhamento a fechamento por cirurgia ou, em casos selecionados, por cateter. A decisão é do Heart Team (cardiologia pediátrica/adulto congênito, hemodinâmica e cirurgia).
A CIV é um defeito no septo que separa os ventrículos. O tipo mais comum é o perimembranoso; há também musculares, de via de saída (supracristais) e de entrada (associadas a defeitos do canal AV).
Como se diagnostica?
Atenção – sinais de alerta: respiração muito rápida, dificuldade para alimentar, baixa oxigenação, lábios arroxeados, desmaio, dor torácica — procurar pronto atendimento.
Indicado para CIVs pequenas sem dilatação do coração e sem sintomas. Inclui:
Nos sintomáticos (sobrecarga/insuficiência cardíaca):
Objetivo: eliminar o shunt significativo, proteger pulmões e coração e evitar complicações (hipertensão pulmonar, endocardite, regurgitação aórtica). Indicações típicas (decisão individualizada):
Técnicas
Quando não fechar: na síndrome de Eisenmenger (shunt já invertido e hipertensão pulmonar fixa), o fechamento é contraindicado; o manejo é especializado (medicações vasodilatadoras pulmonares, cuidado multiprofissional).
Endocardite (infecção na válvula/coração):
Sim. CIVs pequenas, especialmente musculares, têm alta chance de fechamento espontâneo nos primeiros anos.
Não. Opera-se/fecha-se quando há sobrecarga do coração, sintomas, hipertensão pulmonar (reversível), insuficiência aórtica progressiva ou complicações.
Geralmente sim, conforme avaliação. Após fechamento bem-sucedido e exames normais, a atividade é liberada progressivamente.
Normalmente não. Pode haver antiagregante por alguns meses após dispositivo e medicações temporárias no pós-operatório.
Apenas nos 6 meses após o fechamento (ou se houver shunt residual com material protético). Para CIV pequena não operada, não se indica rotina — higiene oral é fundamental.