Resumo em 1 minuto: as coronárias são as artérias que levam sangue ao músculo do coração. Quando ficam estreitasou obstruídas por placas de gordura (aterosclerose) ou sofrendo espasmo/disfunção microvascular, surge isquemia(falta de oxigênio). Os sintomas típicos são dor/pressão no peito aos esforços, que melhora ao repouso; no infarto, a dor não passa e pode vir com suor frio, falta de ar e náuseas. O tratamento combina estilo de vida, medicamentos (que aliviam sintomas e reduzem risco) e, quando indicado, angioplastia com stent ou cirurgia de ponte (CRM) — decisão do Heart Team.
“Coronariopatias” abrangem condições que reduzem o fluxo de sangue nas artérias do coração:
Como se diagnostica?
Começa com história clínica e exame físico, ECG e exames de sangue (p. ex., troponina em dor aguda). Para investigar isquemia: teste ergométrico, eco de estresse ou cintilografia/ressonância de perfusão. Para ver anatomia: angiotomografia de coronárias ou cateterismo (padrão-ouro quando planejamento de intervenção é necessário).
Alerta de emergência (suspeita de infarto): dor no peito forte, opressiva, >10–15 min, que não melhora com repouso/medicação, associada a falta de ar, sudorese, enjoo ou mal-estar intenso → procure emergência imediatamente.
A aterosclerose é progressiva se não tratada. Placas podem romper e formar coágulo, levando a infarto. Controlar pressão, glicemia, colesterol e parar de fumar reduz eventos. Em vasoespasmo, episódios tendem a ser intermitentes; já na microvascular, os exames podem ser normais para grandes artérias, mas persiste dor aos esforços ou dispneia, exigindo tratamento e seguimento.
Não. Há causas musculares, digestivas e pulmonares. Dor típica cardíaca é em pressão, aos esforços, melhora com repouso. Na dúvida, procure avaliação.
Sim, em doença microvascular ou espasmo. Tratamento existe e melhora sintomas.
Nem sempre. Muitos pacientes controlam sintomas e risco com medicamentos e hábitos. Intervenção é indicada por sintomas refratários e/ou anatomias de maior risco/prognóstico.
Com liberação médica, exercícios regulares são parte do tratamento. A intensidade é individualizada; a reabilitação cardíaca é o caminho mais seguro.
Alguns, sim (p. ex., estatinas, AAS em muitos casos). Outros podem ser ajustados conforme sintomas/controle. A decisão é personalizada.