Resumo em 1 minuto: a dissecção de aorta é uma emergência em que surge uma “rasgadura” na parede interna da aorta, permitindo que o sangue crie um “canal falso” dentro do vaso. Quando envolve a aorta ascendente (próxima ao coração) chama-se Tipo A e quase sempre precisa de cirurgia urgente. Quando envolve apenas a aorta descendente, é Tipo B, tratada inicialmente com controle rigoroso da pressão e da dor, podendo exigir endoprótese (TEVAR) se houver complicações. O diagnóstico é feito, em geral, por angiotomografia (TC).
É uma síndrome aórtica aguda na qual ocorre um rasgo na camada interna (íntima) da aorta; o sangue entra na parede e separa suas camadas, formando um falso lúmen. Classifica-se em:
Condições aparentadas (também síndromes aórticas agudas) incluem hematoma intramural (IMH) e úlcera aterosclerótica penetrante (PAU), que podem evoluir como uma dissecção e são manejadas com princípios semelhantes.
Como se diagnostica?
A angiotomografia (TC) é o exame de escolha em pacientes estáveis; eco transesofágico é útil quando o doente está instável ou o acesso à TC é demorado.
Atenção: é uma emergência — procure pronto atendimento imediatamente se houver esses sintomas.
Sem tratamento adequado e rápido, o risco de morte precoce é alto, sobretudo no Tipo A (pode ocorrer tamponamento cardíaco, AVC, infarto, ruptura). No Tipo B, as principais ameaças são ruptura e mal perfusão de órgãos (intestino, rins, membros). O prognóstico melhora muito com diagnóstico e terapêutica precoces em centros especializados.
Sinais de alerta após a alta: dor nova ou intensa em peito/costas/abdômen, desmaio, falta de ar importante, déficits neurológicos, febre persistente — procurar emergência.
Não. Aneurisma é a dilatação da aorta; dissecção é um rasgo com sangue separando as camadas da parede. Podem coexistir.
Na prática, sim — cirurgia urgente é o tratamento padrão para salvar a vida e prevenir ruptura/complicações.
Quando é complicado (malperfusão, ruptura/expansão, dor/hipertensão refratárias) e em alguns casos selecionados de alto risco; o Heart Team decide caso a caso.
Inicialmente, PAS <120 mmHg (ou o menor valor que mantenha perfusão) e FC 60–80 bpm, com betabloqueador de primeira linha.
Para sempre (intervalos se alongam se tudo estiver estável). Um esquema comum é 1, 6 e 12 meses após o evento/tratamento e anual depois.